Vaticano pede união de cristãos e muçulmanos para superar violência

A união de cristãos e muçulmanos para superar a violência entre fiéis de diferentes religiões é o tema central da mensagem enviada pelo Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso à comunidade islâmica no final do Ramadã, mês considerado sagrado para os seguidores de Maomé.

"Durante este mês, vós estivestes comprometidos com a oração, jejum, ajudar os mais necessitados e fortalecer os laços de parentesco e amizade. Deus não deixará de recompensar esses esforços!", assinala.

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.: Mensagem do Conselho para Diálogo Inter-religioso no fim do Ramadã

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou o texto neste sexta-feira, 27. A mensagem é assinada pelo presidente, Cardeal Jean-Louis Tauran, e secretário do Pontifício Conselho, Arcebispo Pier Luigi Celata.

Ao lembrar que o tema da mensagem continua de grande atualidade em algumas regiões do mundo, o Cardeal Tauran salienta que o assunto foi objeto de estudo, reflexão e discussão na recente reunião anual da Comissão Mista para o Diálogo Inter-religioso, que aconteceu no Cairo (Egito), entre os dias 23 e 24 de fevereiro deste ano.

"Entre as causas da violência entre fiéis de diferentes religiões, podem-se indicar a manipulação da religião para fins políticos ou de outro tipo, a discriminação baseada na etnia ou na identidade religiosa, as divisões e as tensões sociais. A ignorância, a pobreza, o subdesenvolvimento, a injustiça também são fontes diretas ou indiretas de violência, não somente entre comunidades religiosas, mas também em seu interior. Possam as autoridades civis e religiosas darem o seu contributo para remediar tais situações em vista do bem comum de toda a sociedade! As autoridades civis possam fazer valer a superioridade do direito, assegurando uma verdadeira justiça para parar os autores e os promotores da violência!", aponta.


Recomendações
A mensagem lembra que as conclusões da reunião anual daquela Comissão também trazem importantes recomendações, entre as quais: abrir os corações ao perdão recíproco e à reconciliação para uma convivência pacífica e frutífera; reconhecer, como base de uma cultura de diálogo, o que há em comum e o que diferencia; reconhecer e respeitar a dignidade e os direitos de todo o ser humano, sem nenhuma distinção baseada em seu pertencimento étnico ou religioso; necessidade de promulgar leis que garantam a igualdade fundamental entre todos; importância da formação para o respeito, diálogo e fraternidade nos diversos espaços educativos: em casa, na escola, nas igrejas e nas mesquitas.

"Desse modo, poderemos combater a violência entre fiéis de diferentes religiões e promover a paz e a harmonia entre as diferentes comunidades religiosas. [...] Espero que essas considerações, bem como as reações que suscitarão entre vós e nas conversações com os vossos amigos cristãos, possam contribuir para a continuação de um diálogo sempre mais respeitoso e sereno, sobre o qual invoco as bênçãos de Deus!", finaliza o texto.
A mensagem foi enviada em albanês, bengali, búlgaro, cebuano, chinês (tradicional), chinês (simplificado), croata, persa, grego, hausa, indonésio, cazaquistão, kiswahili, kyrghyzo, holandês, polonês, português, russo, espanhol, tagalog, alemão, tailandês, turco, urdu, usbeque, iorubá e Wolof.

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